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De novas ideias a inovações

Cultura da Inovação na Haas 

Se você pesquisar  o adjetivo “inovador” no Google, verá que o número de acessos é próximo a 9 milhões. Uma grande parte desses hits leva a sites corporativos. A maioria das empresas e instituições afirma ser inovadora. O termo é também usado quase diariamente na fala cotidiana, particularmente no trabalho. Todo mundo conhece o termo, muitas pessoas o usam, mas dificilmente alguém entende o que significa ser uma "empresa inovadora". Queremos descobrir o que o termo significa para a Haas e marcar uma entrevista com os físicos Dr. Erich Gornik e Dr. Christof Strohhöfer. O Dr. Gornick, presidente do Conselho de Inovação da Haas, pode olhar para trás em uma longa carreira científica que o levou, entre outros, para o famoso Laboratório Bell dos EUA e, mais recentemente, para a Universidade de Tecnologia de Viena (TU Wien), como professor. Dr. Strohhöfer que também é físico, estudou, entre outros, na Universidade de Karlsruhe e no Trinity College em Dublin, pesquisou no Instituto Fraunhofer em Munique, depois mudou para tecnologia médica e por último juntou-se à Haas para montar o Innovation Group. Queríamos saber de nossos dois parceiros de conversação quais são as inovações e quão importantes elas são para Haas.

 

"'Inovação' literalmente significa 'melhoria', 'novo recurso', ‘novo aspecto’. ' Olhando por essa perspectiva, poderíamos simplesmente dizer que tudo de novo também constitui uma inovação? "

 

Dr. Erich Gornik: "Não, do meu ponto de vista, novas ideias ou patentes não constituem necessariamente inovações. Uma inovação é uma ideia que funciona na vida real. É a capacidade de extrair ideias, descobertas ou desenvolvimentos e transformá-los em aplicações técnicas ou produtos ".

 

"Isso significa que os processos de inovação são processos técnicos?"

 

Dr. Gornik: "Isso está parcialmente certo. Se construirmos uma nova máquina baseada em princípios que ainda não foram usados e que essa máquina ajude os clientes a economizar custos de produção, podemos chamar isso de inovação."

 

Dr. Christof Strohhöfer: "Se quisermos usar o termo 'inovação' neste contexto, duas coisas precisam acontecer. Temos que ter uma tecnologia que seja nova. 'Nova' não significa necessariamente que é um desenvolvimento completamente novo, pode ser também uma tecnologia já conhecida usada de forma diferente ou implantada em outra área. E deve haver uma demanda para o que essa solução especificamente visa. Para isso funcionar, precisamos de um excelente conhecimento das necessidades do cliente e por isso precisamos prestar muita atenção aos seus objetivos. "

 

DETECTANDO PROBLEMAS QUE O CLIENTE AINDA NÃO SABE QUE TEM

 

“Então, agir de forma inovadora significa ter o conhecimento dos objetivos e das demandas do cliente?"

 

Dr. Gornik: "Constatar a demanda sempre foi um pré-requisito para atividades empreendedoras bem-sucedidas. Se reagirmos a uma questão atual do cliente com uma nova solução técnica para seu problema específico, isso é positivo e inovador, mas também é uma definição conservadora". O que também precisamos é de um entendimento radical da inovação. Significa prever os problemas que o cliente não tem atualmente. “Isso significa oferecer soluções e opções para desenvolvimentos que o cliente nem sequer tem em seu radar ainda “.

 

“Você quer dizer que nós devemos nos antecipar aos problemas?”

 

Dr. Strohhöfer: "Certo. Demanda não significa que esperarei até que o cliente me diga o que ele quer. A chave aqui é " antecipar ". Isso pressupõe que conheço muito bem meu cliente e, graças a esse conhecimento, sou capaz de reconhecer o que ele provavelmente precisará mesmo antes que me fale sobre isso, e aí estão então as inovações radicais que o dr. Gornik acabou de mencionar. Além de aspectos técnicos, eles também contêm um elemento visionário. Eu gostaria de expandir essa abordagem: Se nos perguntarmos como podemos ajudar nossos clientes, também precisamos saber os seus processos de trabalho e seus objetivos de longo prazo. Se soubermos de tudo isso, poderemos oferecer soluções radicalmente inovadoras. Soluções que visam não apenas processos técnicos, mas também outros processos e modelos de negócios. "

 

"Você pode citar um exemplo de inovação radical para nossos leitores?"

 

Dr. Strohhöfer: "A evolução de um telefone comum para um telefone celular e depois para um smartphone é um bom exemplo, eu acho. Aí vale a pergunta: 'O smartphone é uma inovação radical?'"

 

Dr. Gornik: "Sim. A telefonia já conhecida foi combinada com a tecnologia de rádio e computação e o resultado foi algo que não existia antes. Algo novo, um dispositivo inteligente que nos permite trocar mensagens de texto, fazer fotos, navegar na web, jogar e, acima de tudo, fazer chamadas telefônicas. Fazer chamadas telefônicas representa apenas 10 a 15% do uso de telefones inteligentes. "

 

Dr. Strohhöfer: "Superficialmente, a inovação consiste na combinação de tecnologias. Mas sob o aspecto crítico da minha perspectiva isso também deve desencadear uma mudança de comportamento. Veja, antes, eu tinha um telefone com fio na minha mesa, e podia me mover talvez a dois metros da mesa quando estava ao telefone. Eu só estava acessível quando estava na minha mesa, hoje sou completamente independente dela, posso estar em qualquer lugar e fazer telefonemas, ler documentos no visor do telefone e fazer o meu trabalho enquanto estou na estrada. Esta é uma mudança radical de comportamento ".

 

"O smartphone mudou dramaticamente nosso comportamento em menos de uma geração. As inovações acontecem a velocidades cada vez mais rápidas?"

 

Dr. Gornik: "Não significativamente. As invenções e tecnologias importantes já existiam muito antes que pudéssemos usá-las em um smartphone. O tipo de aplicação é o fator decisivo aqui. Para chegar lá, é preciso tempo, dinheiro e o conhecimento de que uma invenção poderá ser útil. É aqui que muitas empresas tropeçam, possivelmente porque não sabem se estão no caminho certo. As inovações radicais exigem certa disposição para assumir riscos. "

 

"Vamos falar sobre a importância empresarial das inovações. Qual é o benefício para uma empresa inovadora?"

 

Dr. Strohhöfer: "Empresas inovadoras têm maior crescimento e alcançam margens mais altas; isso é amplamente comprovado por vários estudos. Crescimento e margens são importantes para uma boa política de recursos humanos, para compromisso social e criam recursos gratuitos para o desenvolvimento da empresa através de novas inovações: pode-se dizer que a inovação é um pré-requisito para ela mesma.”

 

Dr. Gornik: "A pressão competitiva em nosso mundo globalizado impulsiona esse desenvolvimento. Não faz muito tempo que uma empresa conseguia se manter competitiva no mercado se suas estruturas de custos fossem otimizadas, por exemplo, se os custos de produção fossem reduzidos. Hoje, isso já não é suficiente, pois em muitos setores os custos salariais não são mais um fator decisivo. A concorrência hoje é decidida predominantemente via inovação. "

 

Dr. Strohhöfer: "Por isso, as empresas devem ser inovadoras se quiserem se posicionar bem no mercado e ter um futuro sustentável por meio da inovação de produtos, serviços e negócios".

 

QUAL O NÍVEL DE INTELIGÊNCIA QUE UMA MÁQUINA DE WAFER PRECISARIA TER?

 

“Qual é a situação da Haas? Como funciona a inovação em nossa companhia?”

 

Dr. Gornik: "A Haas é uma excelente empresa de engenharia que reuniu uma impressionante variedade de conhecimento e expertise nas últimas décadas e produz máquinas que estão entre as melhores do mundo. Nós nos tornamos líderes de mercado por meio de engenharia inovadora. Mas agora chegamos a um ponto em que fazer isso sozinhos já não é suficiente. Todas as áreas de produção enfrentam uma digitalização crescente, o termo que conhecemos é  "Indústria 4.0". A engenharia recebe aqui um significado adicional à medida que nos movemos para um campo onde a proporção de componentes baseados em software de uma máquina se torna cada vez mais importante para seu desempenho. Basta pensar nos sistemas de monitoramento. No processo de planejamento das plataformas de produção do futuro a engenharia e software se integram mutuamente. A Haas reconheceu isso e está atualmente se desenvolvendo nesse sentido ".

 

Dr. Strohhöfer: "Há uma tendência para a digitalização em tecnologia em todos os setores. Isso está relacionado ao fato de que o desempenho do chip de memória quadruplica a cada dois anos e se torna cada vez mais barato. Esses chips permitem executar softwares cada vez mais complexos. O resultado é mais desempenho a um custo menor. Como regra geral, será mais econômico usar software se este for capaz de fazer coisas que de outra forma só seria possível através de uma solução de engenharia. : o software nos permite implementar novas funções e melhorar de maneira eficiente os custos existentes. "

 

Dr. Gornik: "Tenho que contar uma história sobre isso. Há muitos anos atrás, eu estava participando de uma conferência de física em Heidelberg. O tópico era a eletrônica do carro. Nesta conferência, estimei que a proporção de eletrônicos em nossos futuros carros seria cerca de 30 a 40%. Neste ponto, o principal desenvolvedor de uma grande empresa automotiva alemã levantou-se e disse: "Não, isso é inconcebível. Não é possível integrar mais de 10% de eletrônicos em um carro de maneira significativa". O progresso nos ultrapassou; hoje, a proporção de eletrônicos em um carro é de 60%. Esse exemplo mostra que o desenvolvimento técnico simplesmente ultrapassa nossa imaginação. "

 

Dr. Strohhöfer: "Temos que mudar nossa mentalidade. Quando falamos de digitalização, muitas vezes queremos dizer software para controle de máquinas. Mas o software pode fazer muito mais, pode gravar e apresentar dados, os quais podemos avaliar e interpretar e fornecê-los aos nossos clientes para otimizar seus processos. O potencial empreendedor da Haas pode ser encontrado em nossa abordagem inovadora para lidar com esses dados ".

 

"Os clientes estão cientes da importância desses dados e, se sim, por que devem compartilhá-los conosco?"

 

Dr. Gornik: "Temos que cooperar estreitamente com nossos clientes nessa área específica. Eles certamente vão querer isso, mas será que eles querem compartilhar seus dados conosco para melhorar nossas próprias máquinas. Os dados mostram as informações que nossos clientes coletam sobre seus próprios processos de produção enquanto trabalham com nossas máquinas. Eles não necessariamente vão querer compartilhar esse tipo de know-how com um fornecedor. Mas, em última análise, fornecer certos dados permitirá soluções mias inovadoras para eles".

 

“Quanto tempo temos para inovação?”

 

Dr. Gornik: "Há certa urgência envolvida. Estamos em uma competição global e estamos constantemente sob pressão. Nós da Haas temos a vantagem de saber muito, fabricar com alta precisão e oferecer engenharia mais confiável. Se fizermos nossas máquinas mais inteligentes, digitalizando seus processos, permaneceremos à frente da concorrência ". Dr. Strohhöfer: "Temos a vantagem de que a digitalização na produção de wafer ou cookies ainda não é tão estabelecida quanto nas indústrias automotivas ou de semicondutores. Isso nos possibilita aprender com outras indústrias e transferir suas soluções para nossos processos ou sistemas. Isso nem sempre é fácil porque temos uma configuração diferente, mas aprender com os outros também pode ser visto como um ato de inovação e, especialmente, em cooperação com a Bühler, temos um grande potencial para nós e nossos clientes ".

 

Obrigado pela entrevista!

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